TIDAL Rising Brasil: Lia Clark

TIDAL Rising Brasil: Lia Clark

Provocando e inovando Lia Clark lança seu álbum de estréia “É da Pista”. A “drag queen que faz funk” – como a própria se define – explora gêneros que não havia explorado em seu EP “Clark Boom” mas não perde sua essência. O projeto conta com 10 faixas inéditas e parcerias de Gloria Groove, Wanessa, Heavy Baile, Pankadon e Dj Thai. Apostamos na Lia como um dos destaques do pop nacional que faz essa mistura tão boa de funk e vários outros gêneros. Confira nossa entrevista abaixo:

 

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Como você se sente lançando seu primeiro álbum?

Muito emocionada e realizada. É um sonho de infância que nunca achei que fosse realizar. Não tenho palavras.

 

Quais foram suas primeiras influências?

Eu sou apaixonada por cultura pop e por funk desde sempre, e procuro colocar isso em tudo que eu faço pra soar verdadeiro. Mas nesse projeto eu me abri pra receber coisas novas de toda a galera que trabalhou comigo na execução.

 

Como você começou a fazer música?

Foi meio que por acaso. Antes de ser cantora eu já era drag e dj, e eu era conhecida pelos sets de funk em sp. E em um determinado momento eu pensei “por quê eu não faço o meu próprio?”. Daí em diante eu brincava com alguns versos, levei a ideia pro Pedrowl, que abraçou junto comigo saindo daí o “Trava Trava”. Felizmente o resultado foi super positivo e resolvi seguir em frente.

 

Pelos seus clipes e fotos, dá pra ver que aspecto visual é muito importante no seu trabalho. De onde vem esse interesse? É algo natural pra você?

É a parte que eu mais amo nesse trabalho. Sempre fui fascinada em videoclipes, capas e etc. E eu amo deixar tudo com a minha marca e criar uma identidade. Essa é a grande graça da Lia Clark pra mim. Conto com a ajuda da minha equipe que é super antenada também. Tenho muito orgulho de todo nosso trabalho visual!

 

Você lançou alguns singles, um EP e agora um álbum. Como você vê essa questão de formato hoje em dia? Qual a diferença em lançar um álbum?

Com a ascensão do pop nacional, as pessoas estão dando mais atenção aos trabalhos do nosso país. Os fãs de musica pop estão escutando os albums nacionais e isso é incrível! A diferença é a pressão de entregar um trabalho coeso, de qualidade e com a sua identidade. Eu quis explorar outras vertentes musicais, mas sem perder minha essência.

 

Como foi o processo de criação do álbum? Você escolheu as parcerias? Qual sonoridade queria?

Em relação às parcerias não foi um processo muito arquitetado, conforme as músicas foram surgindo eu e minha equipe fomos vendo com quem combinava, e convidamos as pessoas pra embarcar com a gente. Já a sonoridade queria algo que fosse bem diversificado dentro da minha identidade. Eu quis mostrar coisas diferentes do que eu já havia feito.

 

O álbum contou com participações de Gloria Groove, Wanessa, Heavy Baile, Pankadon e Dj Thai. Com quem você ainda gostaria de trabalhar?

Nossa muita gente, eu admiro muitos artistas como Anitta, Ludmilla, Jerry Smith…. ai, muita gente mesmo.

 

O cenário do pop brasileiro está cada vez maior e mais forte, com diversos artistas de diferentes vertentes se destacando e crescendo o gênero dentro do mainstream, para além do sertanejo e do funk. Como você se vê dentro desse cenário?

Cara, eu me vejo num lugar muito longe disso. Eu sou uma drag queen que faz funk. Apesar do funk estar se tornando cada vez mais popular e comum no nosso país, o preconceito fala mais alto. Eu me vejo como uma artista segmentada ao publico LGBTQ+ e faço musica para os mesmos.

 

Como é sua relação com os gêneros mais populares brasileiros? Você ouve forró, sertanejo, brega?

Eu escuto de tudo quando eu to no rolê, mas no fone é mais pop/funk mesmo que é o que eu curto de fato.

 

O movimento drag no brasil especialmente na música tem crescido muito nos últimos tempos com nomes como Pabllo Vittar, Gloria Groove e Aretuza Lovi. Como você se diferencia delas?

Acho que cada uma de nós tem uma essência e isso nos diferencia uma da outra sem muito esforço. Cada uma tem seu jeitinho de ser, de fazer as coisas e isso é que é bacana, por quê não existe uma fórmula. Assim como qualquer artista hétero/cis cada uma tem seu estilo/jeito e o diferencial é esse. Ser você mesma.

 

Você tem algum artista que descobriu recentemente que gostou muito?

Tenho uma amiga que começou a carreira recentemente e tá entregando um trabalho MUITO bom, o nome dela é Kika Boom. To viciada.

 

Quais são os próximos passos para Lia Clark?

Surpresa!! hahaha brincadeira. Eu quero trabalhar o álbum e iniciar minha nova turnê que terá como base no repertório o “É da Pista”. Quero continuar criando musica pra outro lançamento futuro e seguindo pra onde a vida me levar!!

 

 

 

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