TIDAL Rising Brasil: Mateus Carrilho

TIDAL Rising Brasil: Mateus Carrilho

Mateus Carrilho já é um velho conhecido da cena nacional como parte da Banda Uó (2010-2018). Agora, o rapaz natural de Goianésia, GO decidiu seguir em carreira solo, mantendo a pegada pop dançante e cheia de componentes regionais em sua música. “Não Nega” é o primeiro EP lançado, com 5 músicas inéditas e participações de Mc Tha e Pabllo Vittar, parceira de longa data de Carrilho – que inclusive dividiu os vocais no hit “Corpo Sensual”. Apostamos no Mateus como um dos destaques do futuro próximo do pop brasileiro e conversamos sobre o novo momento de carreira. Você confere tudo abaixo:

 

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O que muda do trabalho solo de Mateus Carrilho para o feito com a Banda Uó?

Eu acho que aqui tem mais de mim, e antes apesar de sempre estar no processo criativo tudo era mais pensado no grupo, como aquelas 3 pessoas contariam aquela história. Hoje meu trabalho é 100% meu, é até mais fácil inclusive, porque eu me sinto mais livre.

Quais foram suas primeiras influências?  

A primeira influência musical que eu me lembro foi o Michael Jackson, eu ficava hipnotizado com aquilo, não sabia se aquela figura era real ou não. Eu cresci vendo aquele mito e sem dúvida isso influenciou minha vida.

Como você começou a fazer música?

Eu me interessei por isso desde criança, mas eu não gostava das minhas composições, nem da minha voz, mas sempre gostei muito de estar no palco, e gostava muito de videoclipes. Eu fui me aprimorando, buscando e sonhava com todas as coisas que acontecem hoje.

Pelos clipes e fotos, dá pra ver que aspecto visual é muito importante no seu trabalho. De onde vem esse interesse? É algo natural pra você?

Sempre foi natural, eu sou muito visual, ganhei minha primeira filmadora (depois de chorar muito pro meu pai) ainda na pré-adolescência. Fazia videoclipes caseiros, programas de tv, filmes. Eu ficava fascinado com aquela tecnologia. Minhas brincadeiras se revezavam entre o karaokê do windows e as filmagens.
Você lançou um single e agora um EP. Como você vê essa questão de formato hoje em dia? Ainda vale a pena lançar discos?  

Eu acho interessante o cd, porque ali é possível contar uma história, é um processo artístico cansativo, mas muito gostoso. Eu sou hoje a favor de compactos com menos músicas, porque a velocidade é maior, ninguém mais compra um cd e fica ali por meses escutando no seu aparelho de som. As pessoas convivem com streaming, diversas opções, facilidades mil, então sem dúvida passaremos por revoluções nesse sentido.

Como foi o processo de criação do EP?  Você se envolveu no conceito de composição, arranjos e produção?

Eu me envolvi em tudo, é impossível pra mim não fazer parte, porque é aí que mora a diferença de você fazer algo que imprima sua particularidade. Eu tive os produtores da Brabo Music Team ao meu lado, são pessoas muito boas que criaram comigo e potencializaram tudo.

O EP contou com participações de Pabllo Vittar e Mc Tha. Com quem você ainda gostaria de trabalhar? 

Eu sou muito apaixonado pelos artistas do mercado latino, como Bad Bunny, J-Balvin, Ozuna, Becky G, Natti Natasha e etc…Gostaria de ter a oportunidade de trabalhar com eles um dia.

O cenário do pop brasileiro tá cada vez maior e mais forte, com diversos artistas de diferentes vertentes se destacando e crescendo o gênero dentro do mainstream, para além do sertanejo e do funk. Como você se vê dentro desse cenário? 

O pop tem ganhado muito destaque e nós temos artistas no nosso seguimento que estão entre os maiores do país, mas são todas mulheres ou drag queens. Acho que fazer pop sendo uma figura masculina é algo novo, o mercado está pronto para abraçar isso.

Você ouve sertanejo e funk? Como é sua relação com os gêneros mais populares brasileiros?
Ouço e amo, eu sou Goiano então desde criança eu convivo muito com o sertanejo. O funk também, eu sempre consumi, desde a Furacão 2000 até o que temos hoje. Eu quero incluir todos esses gêneros no meu trabalho, fazer música pop é exatamente misturar tudo isso.
O EP parece trazer influências da música latina (entre vários gêneros brasileiros). Você acompanha muito o cenário latino-americano? Acha que a música brasileira pode tomar o mundo também?
Eu amo o mercado latino, principalmente porque o pop masculino lá é muito forte, e eles são grandes influências no meu trabalho. Eu não sei se a música brasileira rompe essa barreira e ganha o mundo, só o tempo pode dizer isso.

 

Você tem algum artista que descobriu recentemente que gostou muito?
Eu descobri recentemente Rosalia, é uma garota espanhola, muito interessante, com um apelo visual fortíssimo, ela tem roubado atenções.
Uma segunda dica: MNEK
Quais são os próximos passos para Mateus Carrilho? 
Agora é trabalhar meu EP, lançar mais clipes, fazer bastante show e começar a produzir meu primeiro cd para lançar o ano que vem. É só o começo se deus quiser!

 

 

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